30 dezembro 2015

Sapiens: Uma breve história da humanidade

“Três importantes revoluções definiram o curso da história. A Revolução Cognitiva deu início à história [humana], há cerca de 70 mil anos. A Revolução Agrícola a acelerou, por volta de 12 mil anos atrás. A Revolução Científica, que começou há apenas 500 anos, pode muito bem colocar um fim à história e dar início a algo completamente diferente. Este livro conta como essas três revoluções afetaram os seres humanos e os demais organismos.” p.11

Segundo o autor a 06 milhões de anos atrás viveu na terra o “último ancestral em comum de humanos e chimpanzé”, a partir dai as formas que se originaram após a formação da terra por volta de 4,5 bilhões de anos foram se desenvolvendo e se diversificando até se originar as várias espécie de animais, entre eles o homem moderno (importante salientar que o processo evolutivo que originou uma diversidade enorme de animais,  foi lento e gradual, que levou milhões de anos, e não algo instantâneo como muitos imaginam quando se fala em ancestral em comum de humanos e chimpanzés). A 200 mil anos o homo sapiens surge na África Oriental, a 100 mil anos havia pelo menos 06 espécie diferentes de humanos na terra, entre eles estava o Neandertal que surgiu a 500 mil anos atrás. O que diferencia a espécie homo sapiens das demais é sua capacidade cognitiva (capacidade de conhecer), a Revolução Cognitiva ocorreu por volta de 70 mil anos, quando surgiu a “linguagem ficcional” e os sapiens se espalharam a partir da África. Por volta de 13 mil anos o homo sapiens passa a ser a única espécie de humanos sobrevivente na terra. O que será que ocorreu com as demais espécies?

17 dezembro 2015

O Espetáculo das Raças: cientistas, instituições e questão racial no Brasil (1870-1930)


“Em finais do século XIX o Brasil era apontado como um caso único e singular de extrema miscigenação racial.” p.15

Este livro analisa a influência de teorias cientificas vinda da Europa, teorias como “evolucionismo social, positivismo, naturalismo e social-darwinismo”, influenciaram principalmente as elites brasileiras, os chamados “homens de ciência”, em sua maioria oligarcas e filhos de fazendeiros, antes mesmo da existência de qualquer universidade ou instituição propriamente cientifica, estes homens foram a “nata” intelectual do país, que constituíram as primeiras escolas de direito e medicina. Escolas construídas as presas após a vinda da família real 1808 e da independência em 1822, com o intuito de suprir a nação com auxiliares qualificados intelectualmente na administração de um país novo, sem as influências de Portugal.

01 dezembro 2015

“Ipu dos antigos preconceitos”: conflitos de gênero e de classes. (1950 – 1970)

ELAINE RODRIGUES GALVÃO
(Texto adaptado a partir da Monografia de graduação em História, mesmo titulo, pela Universidade Estadual Vale do Acaraú - UVA, ano 2015)  

INTRODUÇÃO
Esta pesquisa aborda as relações de gênero e de classe na cidade de Ipu durante os anos 1950-1970. Para tanto utilizo como fontes entrevistas orais, bem como documentos escritos, cedidos pelo professor Francisco de Assis Martins. Por meio desses documentos e das memórias das entrevistadas, é permitido analisar diversos temas como: os estigmas sociais, os espaços de segregação, a situação da mulher que trabalha para garantir à subsistência de sua família, o lazer, a sociabilidade, as relações amorosas, as formas de resistência, o “olhar” vigilante da Igreja, a conduta feminina, entre outros. Nessa pesquisa, portanto, foi imprescindível a metodologia de História Oral que possibilitou o acesso às experiências de mulheres, considerando o que fora vivenciado na cidade de Ipu, permitindo assim que se conhecesse memórias e histórias há muito marginalizadas.

Certamente, as nossas apreensões com o período transcorrido surgem a partir das nossas inquietações do tempo atual. Algumas histórias contadas como verídicas, quase nunca foram contestadas por nós ipuenses. Creio que como pesquisadora devo questionar as verdades estabelecidas, talvez tenha sido isso que me levou a pesquisar sobre o passado de minha cidade e sua sociedade.

Nessa pesquisa empenhamo-nos em esclarecer alguns aspectos sobre um período marcado pelas inúmeras formas de preconceitos sociais que seriam sócio-étnico-cultural, bem como depreender por meio de algumas narrativas a respeito de como se dava o comportamento das jovens pertencentes às classes sociais vigentes, que viveram na cidade de Ipu durante as décadas de 1950 a 1970.